várias pistas, coincidências culminaram naquele dia 31 de janeiro de 2006, 3:33 da madrugada. Já vinha notando os algarismos repetidos há semanas, e talvez já estivesse até exagerando e criando uma neurose obsessiva. qualquer horário escondia uma maldição. Era sempre 11:11, 1:23, 1:11, e o pior de todos, a metade do número da besta, 3:33.
31 de janeiro, 3:33, um carro chacoalha na pista, um corpo é jogado no asfalto, um corpo olhando pro alto, voando alto, jorrando alto.um corpo agonizante, de súbito sem vida.
ele não poderia contar a mais ninguém sobre os números que lhe avisavam sobre seu fim. havia falado apenas para sua mãe, mas ela não acreditava em supestições.
fim
Terça-feira, Janeiro 17, 2006
não devaneio à toa,
eis meus motivos:
eu vejo a brisa do lago
tão logo piso
fora do meu abrigo
e devaneio sim
tão logo existo
tão logo penso,
nem sempre conquisto
mas sinto a brisa do lago
poluido-esverdeado
e de louco me dou conta
que a conquista que conta
é a vida que desponta
tão logo trago
e solto