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A verdadeira labuta é a luta
Do intestino com o destino
Que toda comida que entra
É toda a comida que sai
Eu defeco, tu defecas
Todos defecam no escritório
O que seria do banheiro
Se só houvessem mictórios?
Já são tantos marinheiros
Perdidos nesse mar cabreiro
Onde afundam os verdadeiros
Onde leves são os miseráveis
Olha, o navio faz curva
De papel higienico faz-se a luva
Para limpar os estribilhos
Que cagam cargueiros de milho
Obrigação é fumar a erva
Prazer é fumar o beck até o fim
Primeiro a obrigação, depois o prazer
Os dois são tão bons, melhor é saber
Que a ordem é ordem
E pra acontecer
Basta acender
Quinta-feira, Julho 14, 2005
Karine Listerine, putinha de magazine
Não termine sua vidinha
Ó querida menininha
Retirando purpurina
Com uma pinça da retina
Nessas noites em que pinta
Pintos de brilhantina
Não termine seus domingos
Com rapazes dormindo
Assim mesmo no plural
Nesse tão sujo curral
Não,menina, não termine
Passe ao menos Listerine
Antes
Do próximo beijo que deres
Ao menos desinfete
Os cloriformes fecais
E bote fora o feto
Abortado sem pai
No mesmo lixo das seringas
Terça-feira, Julho 12, 2005
Prefiro as mãos vazias
Do que malas cheias de notas
Más rotas, más alegrias
Vinte
E quando você vê, tem vinte anos. O vinte é um número estranho, pois não me lembra nem juventude nem maturidade. Associaria o vinte mais freqüentemente ao século que passou, à cédula de vinte reais, enfim, o vinte é muito mais carregado de significados se interpretado pelo seu valor histórico e econômico do que pela idade que representa.
Pessoas de vinte anos não têm nada de novo para oferecer. Sua jovialidade, os de 17 têm em dobro pra oferecer. Sua possível responsabilidade, o emprendedorismo de que alguns "pseudo-adultinhos" de vinte anos parecem estar providos são ofuscados por lapsos, surtos de criancisse que volta e meia atingem os vinteanos.
Mas o pior dos ´com vinte´ é que a gente ainda lembra deles 5 ou 6 anos atrás, adolescentes no auge da puberdade, cheios de espinhas e dilemas, movidos a hormônios e curiosidade.Aí, a máscara dos vinte cai, e o vinteano parece um lobo perdido, uma criança dissimulada, um adulto débil.
Em homenagem ao meu amigo que não é 20, é 23.
Terça-feira, Julho 05, 2005
- ...então, antes de mais nada, quero deixar dito que daqui uns 5 minutos, vou matar todo mundo.
- O quê? Mas isso não faz sentido, nós nem reagimos. Não seria correto o senhor apenas levar o que quiser e deixar-nos viver?
- Sabe qual o problema? É essas pessoinhas que não reagem. São vocês que têm que morrer. Afinal, de que adianta ganhar muito dinheiro se o trabalho não te der prazer? Qual é a graça de ser ladrão se vocês não dificultam? Eu quero me sentir fodão, sabe?
- Ah, cara... eu te acho fodão!
Dois tiros foram desparados na direção da vítima puxa-saco e medrosa.
Domingo, Julho 03, 2005
quem sabe um dia
biologia
Sábado, Julho 02, 2005
isso não é um poema suicida, caso você não reconheça, é arte.. aguarde por aí pela primeira edição do poema progressivo! na próxima postagem!
Pelo Ralo
Sabe, a sabedoria
Nem era tudo que eu queria
Dinheiro, queria, não tive
Sabe, a sabedoria?
Prefiro as mãos vazias
Respiro, sangue na pia
Sabe, a felicidade
Não é boa se vira saudade
Família, se tive, não pude
Dizer tudo que queria
Sofrego, as mãos na pia
... e a lâmina me dá alegria
Sabe, a sabedoria
Nem é assim tão bela ofuscada
Pelas incontáveis mancadas
Sabe, a sabedoria
Escorreu com o sangue
Sabe, liguei a torneira
E o sangue, ele sabe a escarro
Rubro-fosco feito corrimento
Sabe, é aquilo que eu falo:
Que a vida se vá pelo ralo
Sa..be..d..d.doria?
d...Doia
A..g..gora..
Passou...
.. (suspiro final)
tchau.
weeboy sinsemilla satcrêa