A semântica explica muitos problemas sociológicos.
Vejemos a relação pai-filho. Os jovens reclamam muito que seus pais acham que são seus donos . Tolos os jovens, não entendem que, sendo eles seus pais, devemos lembras que pré-existem dentro do campo semântico algumas atribuições comportamentais à palavra pai, dentre elas a relação de posse. Um pai sente instintivamente que é dono de seu filho, logo prova-se eventualmente que ainda e quem manda. por um exemplo, seu pai nunca vei às duas da manhã na sala e quando viu você no computador, perguntou: "não vai dormir, meu filho?". mas que pessoa de 50 anos não lembra que aos 19 já sabia escolher a hora certa para ir dormir?
bom, revoltas adolescentes incubadas à parte, o que vale tá dito.
Grita!
Eu gostaria de declarar-me culpado
de ter coragem, assumo meu brado
de admitir, declarar-me culpado
por que errei, declarar-me errado
Eu gostaria de declarar-me culpado
de ter coragem e de ser culpado
por ter agido às vezes errado
e de errado, às vezes roubado
gostaria de declarar que fui fraco
Eu gostaria de declarar-me culpado
Não só por tudo que fiz de mal grado
Mas de ter culpa por ser o errado
Agora que o certo-alienado
Derrotou o radical mal-falado
Nesses dias do certo errado
Me declaro culpado por pensar
descansar e tentar e de rir
e culpado por não me importar
e ainda assim indignar-me
lhorar e orar e o ar
Encarrego-me de preservar
Se fumassa, em evento, a fizer
Que não seja fumassa qualquer
que ao menos afague essa culpa
que seja forte contra as desculpas
que aceitamos, cérebros lavados
Que seja do verde que cresce nos matos
Que cresça em nós a revolta aparente
E que crescente, se faça ação
Pois tenho culpa em meu coração
Por submeter-me ao inimigo que insulta
A liberdade de percepção
é a luta
a luta
ialuta
Sexta-feira, Junho 24, 2005
O corpo é infalível.
Nesses dias em que eu durmo menos do que a circunstância requer, nesses dias em que acordo sem a companhia da consciência, e em que a sobriedade é apenas mais uma lembrança de antes de começar a beber. Nesses dias eu realmente gosaria de ser burro. Não, eu queria é que meu corpo fosse burro.
Se nosso metabolismo não fosse tão infalível em detectar ressacas e noites mal dormidas, poderáiamos gozar de semanas movimentadas, trabalhando e estudando das 7 da manhã as onze da noite, virando noites à base de bebida e putaria. O cansaço não nos abateria, pois nós não iríamos querer que fosse assim.Enganaríamos o nosso corpo até o instante limite em que dormiríamos subitamente em nossa cadeira e babaríamos com as pernas abertas, de frente para o superior.
Ai, ai....dizem que essas coisas o homem resolve com pílulas, mas eu não sou assim. Agora, café, esse sim. É meu companheiro, meu salvador. Escrevi todo esse texto porque agora mesmo está saindo um café quentinho e eu vou poder voltar à minha leitura de Sevcenko. Eu gostaria de ter tempo pra ler, mas ainda assim, faltaria-me a disposição. Droga de conhecimento, que não se vende em pílulas...
Sexta-feira, Junho 17, 2005
father works out later, mother drinks herself to sleep....
mestre jupiter toca hoje no garagem hermética, na barros casal....isso é muito afudê, por que faz mais de 3 anos que não rola show do jupiter lá. júpiter é gênio, faz rock, como muitos, mas faz isso como poucos. psicodelia pura, meu caro.
Segunda-feira, Junho 13, 2005
O No Use for a Name (NUFAN) é uma das bandas mais importantes para a "cara" do hardcore melódico como o conhecemos hoje. Rótulos à parte, os californianos, junto ao NOFX, Bad Religion, Pennywise, Lagwagon (e tantos outros que não caberiam aqui, mas ainda assim seriam escrevíeis em uma folha de caderno), foram as bandas que definiram a sonoridade que viria a influenciar milhares de bandas, das quais outras beberiam, até chegar a essa salada de frutas sem gosto definido que é o mundo do hc melódico hoje em dia.
O No Use começou em idos dos 80, com Rory Koff na bateria, Steve Papoutsis no baixo. Tony Sly entrou nas guitarras na terceira geração da banda. Hoje em dia, a formação já mudou várias vezes, tendo contado com a participação de Chris Stifflet (Foo Fighters). Mas isso é o de menos, o incrível é como Rory Koff e Tony Sly conseguem manter vivo o espírito NUFAN com a ajuda de músicos de feeling. Pena que o estilo da banda tenha mudado num sentido por vezes repetitivo. Embora eu goste do NUFAN atual, a época do Daily Grind ao Making Friend ficou pra trás sonoramente.
Aí um clássico do Daily Grind, um CD igualmente irado...
No Use for a Name - Until it's gone
Buildings will replace the trees
Pollution will replace the air we breathe
I'm close to the mountain, just miles away
But I can't see the hills from here today
We can't just let it pass us by
And as I look into the sky
Something in the atmosphere is telling me it won't be here for long
Take a picture of this place cos extinction is not so far away
Our skin will fry like a steak well done
When there's nothing between us and the sun
We can't just let it pass us by
And as I look into the sky
Something in the atmosphere is telling me it won't be here for long
Until it's gone - Until it's gone
Until it's gone - We'll never miss it until it's gone, gone, gone
All the efforts seem to fall
With cars and cans of aerosol
I feel so guilty, then my pride will die
When I see the grey, self-created sky
Until we find a better way
We'll have to learn from all our big mistakes
Something in the atmosphere is telling me it won't be here for long
Until it's gone - Until it's gone
Until it's gone - Until it's gone
You'll never miss it until it's gone, gone, gone
Seems like a letter that we cannot send
Fells like aluminum we cannot bend
Tastes like a mixture that we cannot blend
But we must change the course of the recipe to the end, to the end
.::fsc
Ai,ai
Ontem foi dia dos namorados, e é engraçado como isso afeta o humor da chefe hoje. Eu não tenho nada contra o dia dos namorados, fico é feliz em ver como as mulheres exalam feromônios após noites especiais com seus companheiros. Tetas eriçadas, lá vamos nós.
Domingo, Junho 12, 2005
Por que falar em inglês com o Tâmega (meu cão)?
Por que se existe mais na linguagem do que a simples comunicação da forma que tem sido concebida por todos nós, acredito que o inglês (por sua simplicidade?) é o mais sucetível para fazer-me entender pro meu cachorro. O mesmo se aplica à música, que "soa" melhor em inglês. Quem sabe esta língua transmita de forma mais transparente os sentimentos. Fica a pergunta: animais entendem nossos sentimentos? Mas afinal de contas, eles têm sentimentos? Ou mais: animais entendem?
Quarta-feira, Junho 08, 2005
Sou Mero, Mero estagiário
Faço serviços avançados
Fotocópias dos dois lados
E fax com cabeçalho
Sou Mero, Mero estagiário
Diariamente explorado
Trabalho em feriados
Não tenho aniversário
Sou Mero, Mero estagiário
Minha chefe ven chegando
O computador trancando
E ela vendo eu escrevendo nesse blog, me fudi, vo se demitido, que bom, nem queria mais trabalha aqui mesmo, tchau